Coluna Cultural 1ª semana de julho by Vanessa Fontana


Falar de cinema, teatro, música, literatura, e artes em geral, com a indústria cinematográfica, teatral, as casas de show, os eventos de lançamentos, as maravilhosas galerias em stand by esperando o monstro que assola o mundo, COVID-19 passar, é quase desesperador para os cinéfilos e consumidores de cultura em geral. A magia das salas de cinemas, casas de show, teatros, os eventos de lançamentos com pompas e direito a autógrafos, as galerias, e o púbico preso dentro de casa soa com um saudosismo que dói fundo na alma, sentimo-nos como se estivéssemos desperdiçando algum tempo da vida tão curta que temos.


É muito compreensível essa dor que sentimos, essa saudade quando assistimos filmes como clássico de GIUSEPPE TORNATORE de 1988, “Cinema Paradiso”, que pode ser encarado como uma incrível homenagem a história do cinema, uma homenagem aos amantes da sétima arte.


Assistir esse filme e presenciar as salas de projeções, os grandes estúdios, a indústria como um todo parada e até mesmo perdendo grandes nomes para essa doença ou outras nesse momento difícil, é absurdamente chocante! Ao som da música “Theme D´amour”, Enio Morricone, na cena final do filme, junto com a imagem dessa catástrofe que assola o mundo e invade nossos noticiários, presos dentro de casas na tal quarentena, e a notícia da morte de grande diretor de UM DIA DE FÚRIA, JOEL SCHUMACHER,(quem não se identifica com a cena do fast food?), tudo isso junto é profundamente emocional, e de uma reflexão profunda da importância das diversas linguagens culturais para a história de toda humanidade.



E nesse momento, mesmo que por força maior, acredito não ser exagero dizer que voltamos a “Idade das Trevas”, sim percebemos grandes talentos reduzindo a LIVES, é o que temos para hoje!


Minha dica, é mesmo que em telas menores, mesmo que sem o calor do público, façamos nossas pipocas e vamos apreciar tudo que está pronto nas grandes plataformas e disponibilizado. O mundo não pode parar, sim talvez depois de tudo isso, viveremos um novo Iluminismo cultural.


Minha Artista Destaque é Adriana Calcanhoto que fez um protesto maroto e poético ao omento em que vivemos com a música Bunda Lê Lê. Em que a cantora faz alusão a época que nossos vós diziam, senta a bunda e estuda e lê. Sim, Verdade! Hoje alguns artistas usam essa palavra com outros sentidos. Mas, nesse momento diante de tanta corrupção, e deboche coma cultura a artista brinca com o duplo sentido.  Uma artista de mãos cheias e alma profunda que passeia no limiar de cultura e pseudocultura que vivemos. Super poético. Bravo Adriana! Incrivelmente debochado.... Mas só entende, quem tem alma poética!



Seguindo essa onda Adriana, vamos às dicas de literatura:


Dentro da Noite veloz - Ferreira Gullar


As Cinzas Das Horas- Manuel Bandeira




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